Familiares de internos da Unidade Prisional Regional de Uruana denunciam a suposta falta de uma política para o tratamento de pessoas com prováveis problemas neurológicos. Conforme uma fonte ao Mais Goiás, presos que deveriam ser assistidos são colocados em condições sub-humanas. A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) nega a acusação e reforça prestar o atendimento necessário em todas as situações.
Mas em relação às denúncias, entre elas estão a exposição ao sol, com pessoas algemadas e até “rolando em fezes”. Em um vídeo enviado ao portal, supostamente gravado em 2 de maio, no presídio, um homem aparece no chão, sujo, gritando e repetindo: “Eu trabalho para o Lula.” Ele está apenas de cueca, com peito voltado para o chão em meio à sujeira, e algemado.
A situação teria ocorrido após o preso sofrer um surto. Conforme denunciado, ele foi isolado. O Mais Goiás procurou a DGPP para comentar a situação. “A instituição esclarece que não é possível confirmar a veracidade do vídeo, citado por este veículo de comunicação, tampouco afirmar que tenha sido gravado em uma unidade prisional sob sua administração”, informou em nota.
Ainda segundo a entidade, “todas as unidades prisionais do Estado recolhem custodiados que, quando necessitam de atendimento psicológico, são devidamente encaminhados para a rede pública de saúde, conforme preveem as normativas institucionais” e que nenhum preso permanece sem a devida assistência médica, psiquiatra e psicológica quando identificada a necessidade.
Nota completa da DGPP
A Diretoria-Geral de Polícia Penal informa:
- Que todas as unidades prisionais do Estado recolhem custodiados que, quando necessitam de atendimento psicológico, são devidamente encaminhados para a rede pública de saúde, conforme prevêem as normativas institucionais.
- Ressalta-se que nenhum preso permanece sem a devida assistência médica , psiquiatra e psicológica quando identificada a necessidade, sendo esse um compromisso permanente da Polícia Penal, garantindo as aplicações das assistências, conforme determina a Lei de Execução Penal.
- A instituição esclarece, ainda, que não é possível confirmar a veracidade do vídeo, citado por este veículo de comunicação, tampouco afirmar que tenha sido gravado em uma unidade prisional sob sua administração. Destaca-se que não há autorização legal para a realização de filmagens no interior dos presídios, bem como para a divulgação de imagens que exponham os custodiados.
Condições
No começo de 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou que Goiás tinha 24 presídios em condições consideradas péssimas ou ruins. O CNJ realizou uma análise abrangente, examinando 1.778 prisões em todos os estados brasileiros, incluindo estabelecimentos municipais, estaduais e federais.
Conforme o resultado, 41% das prisões são consideradas regulares, enquanto 25% são classificadas como péssimas e 23% como boas. Além disso, 9% foram classificadas como ruins e apenas 3% como excelentes. Em Goiás, conforme o Relatório de Estatísticas e Inspeção, existem 19 unidades prisionais em péssimas condições e com superlotamentos, e outras cinco unidades consideradas ruins.


