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Quem é Sidney Oliveira, o dono da Ultrafarma preso por suspeita de corrupção em SP

Empresário tem helicóptero, relógios caros e lucro de R$ 800 milhões.

O empresário Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante a Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ele é suspeito de participação em um esquema bilionário de corrupção fiscal, que teria envolvido fraudes em créditos tributários e pagamento de propinas a auditores fiscais.

A prisão ocorreu na chácara de Oliveira, em Santa Isabel, na Região Metropolitana de São Paulo. Além dele, outros dois empresários e um auditor fiscal estadual de alto escalão também foram detidos. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 1 bilhão entre 2021 e 2025.

Quem é Sidney Oliveira

Nascido em 1953, em Nova Olímpia (PR), Sidney Oliveira iniciou sua trajetória profissional ainda jovem, trabalhando em farmácias. Na década de 1980, chegou a administrar uma rede com 12 unidades no Paraná, mas decidiu vendê-la para se mudar a São Paulo, onde continuou atuando no setor farmacêutico.

Em 2000, fundou a Ultrafarma, apostando no mercado de medicamentos genéricos com preços acessíveis. A rede se tornou uma das maiores do país, com mais de 400 unidades licenciadas, forte presença no comércio eletrônico e faturamento anual que ultrapassa R$ 800 milhões. Oliveira também diversificou seus negócios, lançando marcas de cosméticos e suplementos como RAHDA e Sidney Oliveira, e consolidou a maior linha de vitaminas do Brasil em 2014.

Conhecido por seu carisma e forte apelo popular — especialmente entre o público idoso, que lhe rendeu o apelido de “Rei das Velhinhas” —, o empresário também é reconhecido por apoiar causas sociais e religiosas ligadas à Igreja Católica.

O esquema investigado

De acordo com o MP-SP, a Operação Ícaro apura um esquema de pagamento de propinas a auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para favorecer empresas na compensação de créditos tributários. As investigações indicam que o auditor preso seria o operador principal do esquema, intermediando os valores ilícitos.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, escritórios e sedes empresariais. As autoridades informaram que a apuração segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.

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