O prefeito de Pilar de Goiás, Tiago Japiassú, conhecido politicamente como Tiagão, oficializou sua saída do Partido Liberal (PL) e sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda presidida em Goiás pelo vice-governador Daniel Vilela.
O movimento reforça o processo de reorganização partidária no estado e marca a segunda saída de prefeito da sigla liberal em menos de uma semana, ampliando a base política do grupo governista.
Movimento ocorre em momento estratégico do cenário político
A filiação acontece em um período considerado decisivo para as articulações políticas em Goiás, especialmente diante da iminente mudança no comando do Executivo estadual. Daniel Vilela deve assumir o governo no fim de março, quando o governador Ronaldo Caiado (PSD) deverá se desincompatibilizar do cargo dentro do calendário político.
Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte da estratégia de fortalecimento da base aliada visando as disputas eleitorais futuras e a consolidação do projeto político do MDB no estado.
Base política acompanha o prefeito
Tiago Japiassú chega ao MDB levando consigo uma base considerada sólida na Câmara Municipal. Cinco vereadores eleitos pelo PL já declararam apoio ao projeto político liderado por Daniel Vilela.
Os parlamentares, no entanto, permanecem formalmente na legenda devido às regras de fidelidade partidária, que podem resultar em perda de mandato em caso de mudança fora das hipóteses legais.
Impacto no PL e no grupo de oposição
A saída do prefeito representa mais um revés político para o senador Wilder Morais, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Governo de Goiás.
Wilder tem se posicionado como uma das principais lideranças de oposição ao grupo político liderado por Caiado e Daniel Vilela, o que intensifica a disputa por lideranças municipais neste período pré-eleitoral.
Leitura dos bastidores
A migração de prefeitos e lideranças municipais tem sido um dos principais termômetros das articulações políticas em Goiás. Prefeitos possuem papel estratégico na formação de palanques regionais e na capilaridade eleitoral, especialmente no interior do estado.
A tendência é que novas movimentações ocorram até o encerramento da janela partidária, período que tradicionalmente redefine o equilíbrio de forças entre os grupos políticos goianos.


