Uma operação policial realizada em Serranópolis, no Sudoeste de Goiás, acabou revelando um possível caso de tráfico humano e adoção ilegal envolvendo três irmãos menores de idade. As crianças — duas meninas gêmeas de 9 anos e um garoto de 11 — foram encontradas na casa de uma família investigada por envolvimento com o tráfico de drogas na região.
Segundo as investigações, os menores estavam sob os cuidados dos suspeitos havia aproximadamente 15 dias quando foram localizados pelas forças de segurança durante o cumprimento de mandados judiciais.
Operação começou por investigação de tráfico
A descoberta ocorreu durante uma ação conjunta entre a Polícia Civil e equipes especializadas de repressão ao narcotráfico.
De acordo com as autoridades, uma das crianças foi encontrada inicialmente em uma propriedade rural pertencente ao grupo investigado. A partir daí, os policiais localizaram os outros irmãos e identificaram indícios de possível negociação ilegal envolvendo a guarda das crianças.
Ao todo, quatro pessoas da mesma família foram presas suspeitas de participação no esquema.
Mãe seria usuária de drogas, diz polícia
Conforme informações preliminares divulgadas pela investigação, a mãe das crianças seria usuária de drogas e teria uma dívida com um dos suspeitos presos na operação. A polícia trabalha com a hipótese de que a vulnerabilidade social da família tenha sido explorada para facilitar a permanência ilegal dos menores com os investigados.
O caso agora é tratado como possível tráfico de crianças para adoção ilegal.
Crianças foram resgatadas e encaminhadas ao Conselho Tutelar
Após o resgate, os três irmãos foram encaminhados para acompanhamento do Conselho Tutelar e dos órgãos de assistência social responsáveis pela proteção de menores.
As autoridades também investigam se há outras pessoas envolvidas no esquema e se existiriam casos semelhantes na região.
Crime é previsto na legislação brasileira
O tráfico de pessoas para fins de adoção ilegal é considerado crime no Brasil e está previsto na legislação federal de combate ao tráfico humano.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás.
Até o momento, as defesas dos suspeitos presos não foram localizadas.


