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“Éramos amigas antes de sermos irmãs”: DNA revela laço de sangue após 30 anos

Meena e Minal foram adotadas por famílias diferentes após nascerem na Índia, cresceram na Holanda e se conheceram ainda adolescentes. Décadas depois, um exame genético revelou que as semelhanças entre elas tinham uma explicação surpreendente.

Uma amizade iniciada na adolescência e marcada por uma sensação inexplicável de familiaridade ganhou um novo significado cerca de três décadas depois. Meena Geltink, de 43 anos, e Minal Tijssen, de 44, descobriram por meio de testes de DNA que são irmãs biológicas.

As duas nasceram na Índia no início dos anos 1980 e foram adotadas ainda bebês. Encaminhadas para orfanatos diferentes em Mumbai, acabaram levadas para a Holanda por famílias que não tinham relação entre si. Por uma coincidência extraordinária, cresceram relativamente perto uma da outra.

O primeiro encontro ocorreu anos depois, durante uma atividade organizada pela agência responsável pelas adoções. Ainda adolescentes, Meena e Minal chamaram atenção pela aparência semelhante. Elas próprias perceberam traços em comum, inclusive o formato do nariz e a risada.

A identificação foi imediata. As duas trocaram contatos, começaram a escrever cartas e construíram uma amizade próxima. Falavam sobre escola, festas, amigos e música e, sem imaginar a dimensão daquela brincadeira, passaram até mesmo a se chamar de “irmãs”.

Com o passar dos anos, porém, a vida seguiu caminhos diferentes. Minal mudou-se para a França e Meena formou sua família. O contato entre elas acabou interrompido por aproximadamente 15 anos.

A história começou a mudar quando Meena realizou um teste genético em 2017. Naquele momento, nenhuma correspondência relevante apareceu. Já em abril de 2026, durante uma visita à Holanda, foi Minal quem decidiu fazer o exame.

O resultado mudaria a história das duas.

Em maio, Minal procurou a antiga amiga pelo Facebook. Ao comparar os testes, veio a confirmação: as duas compartilhavam o mesmo pai e a mesma mãe biológicos. A adolescente com quem cada uma havia criado uma conexão tão forte décadas antes era, de fato, sua irmã.

Para Meena, a descoberta preencheu uma lacuna sobre suas próprias origens. Minal também ficou surpresa ao perceber que a correspondência genética indicada pelo exame era justamente aquela amiga da juventude.

Em agosto, elas se reencontraram pessoalmente pela primeira vez após a confirmação. O encontro teve lágrimas, abraços e a primeira selfie das duas já sabendo que não dividiam apenas lembranças, mas também uma história familiar.

Desde então, retomaram a convivência e passaram a aproximar também suas famílias. As semelhanças continuam surgindo: parentes observam comportamentos parecidos, gestos semelhantes e até a maneira como uma completa as frases da outra.

Agora, Meena e Minal têm um novo plano. Elas querem viajar juntas para Mumbai, retornando ao lugar onde nasceram e de onde partiram, ainda bebês, para destinos diferentes.

Trinta anos depois daquele primeiro encontro, uma amizade improvável ganhou a explicação que faltava: antes mesmo de saberem que eram irmãs, elas já haviam escolhido uma à outra como família.

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