Skip to content

Jeferson deixa disputa pela Câmara, assume coordenação de Felipe Cecílio e mantém apoio a Marconi

Deputado federal atribuiu decisão ao nascimento da filha Isabelle e à prioridade dada à família; fora da disputa, parlamentar seguirá na campanha e passa a atuar na coordenação de Felipe Cecílio.

A menos de duas semanas do primeiro turno, o deputado federal Jeferson Rodrigues (PSDB) anunciou que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026. A decisão provoca uma nova reorganização na chapa tucana em Goiás e, ao mesmo tempo, fortalece internamente a candidatura de Felipe Cecílio, que passa a receber o apoio e parte da estrutura política do parlamentar.

Jeferson anunciou a retirada da candidatura nesta terça-feira (22). Segundo ele, a decisão foi motivada principalmente por questões familiares após o nascimento da filha Isabelle.

Em nota, o deputado afirmou que a chegada da criança inaugurou uma nova fase em sua vida e que, após conversar com a esposa, Marisa, decidiu dedicar mais tempo à família.

Apesar de deixar a disputa eleitoral, Jeferson não pretende se afastar da atividade política.

O parlamentar confirmou que continuará trabalhando pela candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás e anunciou apoio a Felipe Cecílio na corrida por uma das 17 cadeiras goianas na Câmara dos Deputados.

A aproximação vai além de uma declaração pública de voto.

Felipe anunciou que Jeferson passará a atuar como coordenador de sua campanha nesta reta final. Com isso, articulações e lideranças ligadas ao deputado passam a integrar a estrutura eleitoral do correligionário.

Desistências provocam reorganização no PSDB

A saída de Jeferson acontece em meio a outras mudanças recentes na composição eleitoral tucana em Goiás.

Flávia Teles também deixou a disputa pela Câmara dos Deputados. Segundo as informações divulgadas, a retirada ocorreu por questões de saúde. Ela posteriormente declarou apoio a Felipe Cecílio.

Henrique Arantes também retirou sua candidatura nesta campanha e se aproximou do projeto de Felipe.

As movimentações produzem dois efeitos distintos para o PSDB.

De um lado, as desistências reduzem o número de nomes que estavam mobilizando votos individualmente pela legenda. Como a eleição para deputado federal utiliza o sistema proporcional, o desempenho conjunto da chapa possui importância direta na distribuição das cadeiras.

De outro, as bases políticas construídas por esses nomes passam a se concentrar em Felipe Cecílio, que emerge como um dos principais beneficiados pela reorganização interna ocorrida na reta final.

A transferência de apoio político, entretanto, não significa transferência automática de votos. A decisão final permanece individual e será tomada pelos eleitores nas urnas.

Mudança depois de chegar ao PSDB neste ano

A decisão de Jeferson também chama atenção porque sua chegada ao PSDB é recente.

O deputado deixou o Republicanos durante a janela partidária encerrada em abril e ingressou no partido de Marconi Perillo com a perspectiva de buscar a reeleição.

Jeferson havia permanecido durante anos no Republicanos antes da mudança partidária. Agora, poucos meses depois da filiação, deixa a corrida pela Câmara, mas permanece integrado ao projeto eleitoral tucano.

A decisão não significa renúncia ao mandato atual. Jeferson continua exercendo normalmente suas funções como deputado federal até o encerramento da atual legislatura.

Para Felipe Cecílio, o movimento representa a incorporação de uma liderança que já possui experiência eleitoral e mandato no Congresso justamente no período mais curto e intenso da campanha.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, restam poucos dias para que as estruturas partidárias convertam articulação política em votos. No PSDB, as últimas desistências reduziram a quantidade de candidaturas em campo, mas também produziram uma concentração de apoios que pode redesenhar a disputa interna da legenda pela Câmara dos Deputados.

CÂMARA DOS DEPUTADOSdeputado federalELEIÇÕES 2026Felipe CecílioFlávia TelesgoiásHenrique ArantesJeferson RodriguesMarconi Perillopolítica goianaPSDB