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Rota de avião com Flávio Bolsonaro inclui Paraguai, Bolívia e Peru antes dos EUA

Monitoramento aéreo aponta passagem por Paraguai, Bolívia e Peru antes de escala no Equador; senador viajou após decisão do STF que restringia sua saída do país.

Monitoramento da aeronave mostra trajeto por Paraguai, Bolívia e Peru, com escala no Equador. Senador deixou o país após determinação judicial que restringia sua viagem ao exterior.

O avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família para viajar aos Estados Unidos realizou um desvio pelo território de três países sul-americanos, evitando atravessar o espaço aéreo brasileiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Mais Goiás, com base em reportagem da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O trajeto, acompanhado pela plataforma Flightradar24, indica que a aeronave passou por Paraguai, Bolívia e Peru antes de realizar uma escala em Guayaquil, no Equador.

Segundo a reportagem, a escolha da rota teria como objetivo evitar uma eventual interceptação no espaço aéreo brasileiro.

Essa motivação, entretanto, não foi confirmada oficialmente pelos responsáveis pelo voo.

Aeronave partiu da Argentina durante a madrugada

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro, sua esposa e as duas filhas ingressaram no país pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na região de Puerto Iguazú, na noite de terça-feira (27).

Segundo as autoridades argentinas, a entrada ocorreu por volta das 22h50, mediante apresentação de documentos considerados válidos.

Posteriormente, a família embarcou em uma aeronave particular operada pela empresa Baires Fly, com destino declarado a Guayaquil.

O avião, identificado como um Gulfstream G400, decolou de Puerto Iguazú pouco depois da meia-noite de quarta-feira.

Voo evitou atravessar o território brasileiro

O percurso divulgado mostra que o avião não seguiu a trajetória mais direta entre a Argentina e o Equador.

Em vez disso, contornou o território brasileiro por Paraguai, Bolívia e Peru.

De acordo com o Mais Goiás, a rota teria sido planejada para evitar a possibilidade de interceptação por autoridades brasileiras.

A legislação nacional prevê situações específicas em que aeronaves podem ser abordadas e orientadas a pousar por autoridades competentes.

No entanto, não há confirmação de que tenha existido uma ordem de interceptação direcionada à aeronave que transportava Flávio Bolsonaro.

Também não foi divulgada manifestação oficial da empresa responsável pelo voo explicando a escolha do itinerário.

Viagem ocorreu após decisão do STF

A saída do senador aconteceu depois de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal e permanecesse no Brasil.

A medida foi adotada no contexto de investigações que envolvem o parlamentar.

Segundo reportagens divulgadas pela imprensa nacional, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros após o descumprimento da determinação.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades nas investigações mencionadas.

O descumprimento de uma medida judicial pode produzir consequências processuais, mas não significa automaticamente a existência de mandado de prisão ou condenação criminal.

Estados Unidos confirmaram concessão de vistos

O governo norte-americano confirmou que concederia vistos a Flávio Bolsonaro e seus familiares.

O presidente Donald Trump também comentou publicamente a possibilidade de entrada do senador nos Estados Unidos.

Após a escala no Equador, o voo seguiu em direção a Miami, na Flórida.

A concessão de vistos não equivale, por si só, ao reconhecimento de asilo político.

Saída ocorreu após segundo turno presidencial

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil poucos dias depois de ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

A viagem provocou manifestações de integrantes do governo, de aliados políticos e de autoridades brasileiras.

O trajeto da aeronave passou a ser um dos principais elementos da cobertura sobre o episódio, especialmente diante das restrições judiciais impostas ao senador.

As informações divulgadas até o momento permitem identificar parte do percurso, mas não esclarecem integralmente o planejamento da viagem nem comprovam, de forma independente, a intenção atribuída à escolha da rota.

 

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