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Alego devolve R$ 550 milhões e recursos vão financiar duplicação de três trechos rodoviários em Goiás

Repasse deve contemplar 396 quilômetros de obras na GO-462, GO-330 e GO-352, com anúncio previsto para esta terça-feira.

A devolução de R$ 550 milhões pela Assembleia Legislativa de Goiás deve ser direcionada para a duplicação de três trechos de rodovias em diferentes regiões do Estado. Ao todo, 396 quilômetros devem ser contemplados com os recursos resultantes de economia administrativa do Legislativo.

Segundo a reportagem, os trechos definidos foram a GO-462, entre Goiânia e Nova Veneza, com 47 quilômetros; a GO-330, entre Vianópolis e Orizona, com 48 quilômetros; e a GO-352, no trecho entre Bela Vista de Goiás e Catalão, com 211 quilômetros.

A escolha das obras, de acordo com a apuração, levou em conta critérios técnicos e a viabilidade de execução. Os projetos já estariam prontos ou em fase avançada de elaboração, o que pode permitir o início das intervenções ainda neste ano.

O anúncio oficial do repasse está previsto para esta terça-feira, em cerimônia que deve contar com a presença do governador Daniel Vilela. O ato será conduzido pelo presidente do Legislativo, Bruno Peixoto, na presença de representantes do Executivo estadual.

A devolução corresponde às chamadas sobras do duodécimo, recurso repassado mensalmente pelo Poder Executivo aos demais Poderes e órgãos autônomos para custeio de despesas de funcionamento. Quando há economia na execução orçamentária, parte desses valores pode retornar ao Tesouro Estadual e ser redirecionada para áreas consideradas estratégicas.

No caso goiano, a destinação foi construída após diálogo entre Legislativo e Executivo, em um movimento que concentra o investimento em obras estruturantes de maior alcance regional. A decisão também dialoga com a agenda de infraestrutura do novo governo e com a necessidade de ampliar a capacidade logística em trechos considerados relevantes para a circulação de pessoas e o escoamento da produção.

Além do impacto na mobilidade, a medida pode reforçar a conexão entre polos urbanos e produtivos do Estado, especialmente em regiões com intenso tráfego de cargas e deslocamento intermunicipal.