O deputado estadual Amauri Ribeiro (PL-GO) criticou publicamente a ausência do senador Wilder Morais (PL) na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Goiás, na última quinta-feira (30).
Em tom duro, Amauri afirmou que a postura do correligionário representa “uma vergonha” para o país e para o Estado. O parlamentar também disse que pretende cobrar pessoalmente o motivo da ausência do senador.
A votação no Senado foi encerrada com 42 votos a 34, além de uma abstenção. Segundo a reportagem, Wilder Morais figurava entre os parlamentares considerados relevantes na articulação política em torno da indicação, o que aumentou a repercussão de sua ausência.
O episódio passou a ser comentado também nas redes sociais, onde apoiadores e aliados do senador reagiram à decisão de não comparecer à votação. No meio político, a falta de um parlamentar em uma deliberação apertada costuma ganhar dimensão maior do que o próprio placar, especialmente quando envolve alinhamento partidário e expectativa de posicionamento público.
A cobrança feita por Amauri expõe mais um capítulo das tensões internas no PL goiano e reforça o peso político que votações em Brasília seguem tendo na cena local. Em casos como esse, a ausência em um momento decisivo pode se transformar rapidamente em desgaste entre aliados e em debate público de maior alcance.


