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Anápolis investiga alta de atestados médicos entre servidores e apura possíveis irregularidades

Levantamento da prefeitura aponta que 58,8% do quadro funcional apresentou afastamento por saúde em 2025; casos suspeitos agora são auditados.

A Prefeitura de Anápolis abriu uma auditoria para revisar os afastamentos por licença médica de servidores municipais após identificar um volume elevado de atestados apresentados ao longo de 2025. Os números levantados pela administração chamam atenção não apenas pela proporção, mas também pelo impacto financeiro e pelas suspeitas de irregularidades em parte dos casos.

Segundo os dados do município, dos 7.605 servidores ativos no ano passado, 4.550 ficaram afastados em algum momento por motivo de saúde. O total representa 58,8% do quadro funcional e acendeu um alerta dentro da gestão, que agora pretende aprofundar a apuração sobre a origem e a validade de parte dessas licenças.
Folha milionária e impacto nas contas públicas

O levantamento também expõe o peso financeiro do problema para os cofres municipais. De acordo com a prefeitura, a folha de pagamento gira em torno de R$ 54 milhões por mês, sendo que aproximadamente R$ 27 milhões foram destinados a servidores afastados por licença médica.

Embora os números por si só não indiquem automaticamente fraude, a administração vê necessidade de revisão criteriosa. A própria gestão reconhece que parte dos afastamentos pode decorrer de doenças comprovadas, o que torna essencial diferenciar casos legítimos de possíveis abusos.
Casos suspeitos entram na mira da investigação

Entre os episódios sob análise, há casos que chamaram atenção por indícios de incompatibilidade entre o afastamento e outras atividades exercidas pelos servidores. A prefeitura informou que existem situações em investigação envolvendo funcionários que teriam se afastado do município, mas continuado trabalhando em outros órgãos públicos.

Outro caso citado na apuração envolve um professor da rede municipal que estaria afastado desde 2025. Nesse período, segundo a gestão, ele teria recebido mais de R$ 360 mil do município sem exercer as funções.
Prefeitura quer processos e ressarcimento

O prefeito Márcio Corrêa afirmou que a intenção da gestão é instaurar processos disciplinares nos casos em que forem confirmadas irregularidades, além de solicitar o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. As informações também devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Civil para investigação.

A administração municipal defende ainda que a fiscalização sobre licenças médicas seja permanente, com apuração de todos os envolvidos na concessão dos afastamentos considerados suspeitos.
Até o momento, os nomes dos servidores investigados não foram divulgados.
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