A Prefeitura de Anápolis abriu uma auditoria para revisar os afastamentos por licença médica de servidores municipais após identificar um volume elevado de atestados apresentados ao longo de 2025. Os números levantados pela administração chamam atenção não apenas pela proporção, mas também pelo impacto financeiro e pelas suspeitas de irregularidades em parte dos casos.
O levantamento também expõe o peso financeiro do problema para os cofres municipais. De acordo com a prefeitura, a folha de pagamento gira em torno de R$ 54 milhões por mês, sendo que aproximadamente R$ 27 milhões foram destinados a servidores afastados por licença médica.
Entre os episódios sob análise, há casos que chamaram atenção por indícios de incompatibilidade entre o afastamento e outras atividades exercidas pelos servidores. A prefeitura informou que existem situações em investigação envolvendo funcionários que teriam se afastado do município, mas continuado trabalhando em outros órgãos públicos.
R$ 360 mil do município sem exercer as funções.O prefeito Márcio Corrêa afirmou que a intenção da gestão é instaurar processos disciplinares nos casos em que forem confirmadas irregularidades, além de solicitar o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. As informações também devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Civil para investigação.


