Ex-governador de Goiás descarta articulações para assumir as pastas da Segurança Pública ou da Agricultura e mantém apoio ao candidato do PL na disputa presidencial.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) negou, nesta quinta-feira (22), que esteja negociando um cargo de ministro em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada ao jornalista Domingos Ketelbey, do Mais Goiás, em meio às especulações sobre a formação de uma possível equipe ministerial caso o candidato vença o segundo turno presidencial.
Caiado rejeitou a existência de conversas para assumir o Ministério da Agricultura ou a área de Segurança Pública. “Não existe articulação nesse sentido”, afirmou.
A manifestação ocorre a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25), quando Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apoio a Flávio foi anunciado após o primeiro turno
Ronaldo Caiado declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, dois dias depois da votação do primeiro turno.
O anúncio ocorreu durante um evento político em Goiânia, que reuniu o candidato do PL, o governador reeleito Daniel Vilela (MDB) e lideranças políticas de Goiás.
Na ocasião, Caiado defendeu a eleição de Flávio e afirmou que trabalharia pela vitória do candidato na etapa decisiva da disputa presidencial.
O apoio representou uma aproximação política após o primeiro turno, quando Caiado também concorreu à Presidência da República pelo PSD.
Apesar da aliança eleitoral, o ex-governador afirma que não há negociação em andamento para sua participação em um eventual ministério.
Segurança Pública e Agricultura estão entre as pastas mencionadas
As especulações sobre a participação de Caiado em um possível governo de Flávio Bolsonaro envolvem principalmente duas áreas: Segurança Pública e Agricultura.
A associação com a Segurança Pública está relacionada à experiência do ex-governador na administração de Goiás, onde o combate à criminalidade foi uma das principais bandeiras de sua gestão.
Durante o evento de 6 de outubro, Flávio Bolsonaro afirmou que pretendia utilizar experiências da segurança pública goiana como referência para suas propostas nacionais.
Já a possibilidade de atuação na Agricultura está ligada à trajetória política de Caiado e à sua relação histórica com o setor agropecuário.
Entretanto, as possibilidades discutidas publicamente não representam convites oficiais ou negociações confirmadas.
Apoiadores chegaram a chamar Caiado de ministro
Durante o encontro político realizado em Goiânia, participantes da manifestação passaram a pedir a indicação de Ronaldo Caiado para um ministério.
O movimento ocorreu enquanto lideranças discursavam em apoio a Flávio Bolsonaro.
Caiado reagiu aos gritos pedindo calma aos presentes, sem anunciar qualquer acordo para integrar uma futura administração federal.
O episódio contribuiu para alimentar comentários sobre a possibilidade de o ex-governador assumir uma função de destaque em Brasília.
Nesta quinta-feira, porém, ele afastou a existência de articulações nesse sentido.
Nome de Caiado foi citado em discussões sobre Segurança Pública
A possível composição de um governo Flávio Bolsonaro também tem sido tema de reportagens nacionais.
Na área de Segurança Pública, o nome de Caiado apareceu entre os possíveis integrantes de uma futura equipe ministerial.
Entretanto, o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, também é apontado como um dos nomes considerados para a pasta.
As discussões fazem parte de um cenário ainda hipotético, já que a eleição presidencial não foi concluída.
A formação de qualquer equipe ministerial dependerá do resultado das urnas e de decisões posteriores do presidente eleito.
Apoio eleitoral não significa compromisso com cargo
A negativa de Caiado estabelece uma distinção entre sua participação na campanha presidencial e a possibilidade de assumir uma função administrativa no governo federal.
O ex-governador já declarou publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro, mas não confirmou interesse em ocupar um ministério.
A declaração também não significa que ele esteja descartando definitivamente qualquer participação futura. O que Caiado negou foi a existência de negociações em andamento neste momento.
Com a eleição marcada para domingo, as articulações políticas e as especulações sobre a formação de um eventual governo continuam no centro das discussões nacionais.
Em Goiás, Caiado permanece como uma das principais lideranças políticas associadas ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

