O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que pretende indicar quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. A declaração foi dada em entrevista à revista Veja.
Segundo Caiado, a decisão está relacionada à abertura de quatro vagas na Corte e a uma avaliação pessoal sobre a necessidade de ampliar a presença feminina no tribunal.
“Eu vou indicar quatro mulheres para o Supremo. São as quatro vagas que serão abertas. Eu me convenci disso”, afirmou o ex-governador.
Caiado disse ainda que a medida teria como objetivo contribuir para a recuperação da credibilidade do STF. Para o candidato, as futuras indicações deverão considerar critérios como conhecimento técnico, posicionamento firme e capacidade de atuação institucional.
Experiência no Governo de Goiás
Ao justificar a proposta, Caiado citou a experiência que teve ao nomear mulheres para áreas estratégicas do Governo de Goiás durante sua gestão.
Entre os nomes mencionados estão Andréa Vulcanis, que comandou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); Yara Nunes, que esteve à frente da Secretaria de Cultura; e Juliana Prudente, procuradora-geral do Estado entre 2019 e 2023 e atualmente desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).
O ex-governador também fez referência à atuação da área social, que foi conduzida durante sua administração pela ex-primeira-dama.
Segundo Caiado, as mulheres que ocuparam posições de destaque em seu governo contribuíram para resultados em áreas como equilíbrio fiscal, educação, meio ambiente, cultura e políticas sociais.
“Eu governei com as mulheres ocupando os cargos mais importantes do meu governo”, afirmou.
Indicações dependeriam de aprovação no Senado
As indicações para o Supremo Tribunal Federal são feitas pelo presidente da República, mas precisam ser aprovadas pelo Senado Federal após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário.
A proposta apresentada por Caiado ocorre durante a pré-campanha presidencial e coloca a composição do STF entre os temas centrais de sua agenda política.
O candidato não detalhou quais seriam os nomes escolhidos para as eventuais vagas nem informou quando elas seriam abertas.


