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Celina Leão anuncia plano com Daniel Vilela para baratear transporte entre Goiás e Brasília

Governadora do DF afirma que tratou do projeto com Daniel Vilela; proposta prevê financiamento compartilhado e melhorias no transporte semiurbano.

Governadora Celina Leão afirma que tratou da proposta com Daniel Vilela; projeto prevê subsídios públicos, renovação da frota e implantação a partir de 2027.

O Governo de Goiás e o Governo do Distrito Federal discutem a criação de um consórcio para administrar o transporte coletivo que liga municípios goianos à capital federal. A proposta tem como principal objetivo reduzir o preço das passagens de ônibus utilizadas diariamente por trabalhadores e estudantes da região do Entorno.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que já conversou com o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), sobre a implantação do modelo, que prevê a participação financeira dos dois governos.

A declaração foi feita durante uma sabatina ao portal Metrópoles, na sexta-feira (23), e divulgada pelo Mais Goiás neste domingo (25).

Segundo Celina, a expectativa é que o consórcio possa ser estruturado em 2027, considerando a necessidade de previsão orçamentária para financiar o sistema.

Passagens chegam a R$ 12,35 em linhas do Entorno

O custo do transporte é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos moradores de cidades goianas que precisam se deslocar diariamente até Brasília.

Em determinadas linhas que atendem municípios como Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás, as tarifas chegam a R$ 12,35.

Para um passageiro que paga esse valor na ida e na volta, durante 22 dias úteis, o gasto mensal chega a R$ 543,40.

A despesa representa uma parcela importante do orçamento familiar e também pode interferir nas oportunidades de trabalho de quem depende do transporte público.

Durante a entrevista, Celina afirmou que o preço das passagens chega a dificultar a contratação de trabalhadores no Distrito Federal.

“Hoje a pessoa perde um emprego aqui por causa do preço de passagem”, declarou.

Goiás e DF pretendem avançar sem depender de recursos federais

A proposta de gestão compartilhada do transporte do Entorno não é recente.

Desde 2023, os governos de Goiás e do Distrito Federal discutem alternativas para reorganizar o serviço e reduzir o custo das viagens.

Em fevereiro de 2025, representantes das duas administrações chegaram a um entendimento político sobre a possibilidade de financiar conjuntamente o sistema.

Na ocasião, Daniel Vilela, então governador em exercício, participou de reuniões com o governo distrital e prefeitos da região.

O projeto inicial considerava a participação da União, além dos governos estadual e distrital.

Entretanto, divergências relacionadas à transferência de responsabilidades jurídicas e financeiras impediram o avanço da proposta.

Agora, segundo Celina, a intenção é estruturar inicialmente um consórcio entre Goiás e o Distrito Federal, sem condicionar sua criação à entrada do governo federal.

Isso não elimina a necessidade de resolver as questões regulatórias e administrativas relacionadas à atual gestão do transporte.

Entenda como funcionaria o consórcio

Atualmente, as linhas semiurbanas que ligam municípios de Goiás ao Distrito Federal são reguladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Com a criação do consórcio, os governos goiano e distrital pretendem assumir uma atuação compartilhada na organização e no financiamento do sistema.

A proposta prevê a utilização de subsídios públicos para cobrir parte dos custos operacionais, permitindo que os passageiros paguem tarifas inferiores às praticadas atualmente.

O modelo discutido tem semelhanças com a política de financiamento adotada no transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia.

Além da redução tarifária, a iniciativa contempla melhorias na frota e maior integração entre os serviços de transporte.

Para entrar em funcionamento, entretanto, será necessário definir a estrutura jurídica do consórcio, a participação financeira de cada governo e as condições de transferência das responsabilidades atualmente vinculadas à regulação federal.

Implantação é prevista para 2027

Celina Leão afirmou que a criação do consórcio deverá considerar o orçamento do próximo ano.

“Acho que isso deve acontecer para o ano que vem porque você precisa ter uma previsão orçamentária”, disse.

Até o momento, não foram anunciados o valor da futura passagem, o montante dos subsídios ou uma data específica para o início da operação compartilhada.

Também não há confirmação de que a redução tarifária será aplicada imediatamente após a eventual formalização do consórcio.

A iniciativa permanece, portanto, na fase de articulação entre os governos.

Transporte do Entorno afeta milhares de deslocamentos

A ligação entre os municípios goianos e Brasília faz parte da rotina de moradores que trabalham, estudam ou procuram serviços na capital federal.

Por isso, qualquer alteração no modelo de financiamento e administração do transporte pode ter impacto direto sobre o custo dos deslocamentos.

A proposta anunciada por Celina Leão coloca novamente em discussão uma solução conjunta entre Goiás e o Distrito Federal.

O próximo passo será transformar o entendimento político em medidas administrativas e financeiras capazes de viabilizar o consórcio.

Até que essas etapas sejam concluídas, permanecem em vigor as tarifas atualmente praticadas pelas empresas responsáveis pelas linhas.

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