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Disputa pelo comando da Alego ganha proposta para impedir reeleição de presidente

Proposta surge durante as negociações para a sucessão de Bruno Peixoto e reúne quatro parlamentares interessados na Presidência da Assembleia.

Proposta deve ser apresentada nesta quarta-feira (28) e surge em meio à disputa pela sucessão de Bruno Peixoto no comando da Assembleia Legislativa de Goiás.

A disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (28). Quatro deputados estaduais articulam a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com a possibilidade de reeleição ao principal cargo da Mesa Diretora.

A iniciativa é encabeçada por Jamil Calife (PP), Wilde Cambão (União Brasil), Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Wagner Neto (Solidariedade), parlamentares que estão entre os interessados em assumir a Presidência da Casa no biênio 2027–2028.

A movimentação ocorre durante as negociações para definir quem sucederá Bruno Peixoto no comando do Legislativo goiano.

Proposta pode mudar regras da Assembleia

O objetivo da PEC é impedir que o presidente da Alego seja reconduzido ao mesmo cargo por meio de reeleição, alterando as regras atualmente previstas na legislação estadual.

A medida, caso seja aprovada, poderá modificar a dinâmica de escolha da Mesa Diretora e as possibilidades de permanência de um mesmo parlamentar na Presidência.

A iniciativa ainda está na fase de apresentação, segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira.

Não há confirmação de aprovação da proposta nem detalhes oficiais sobre eventuais regras de transição.

Quatro deputados participam da articulação

Os parlamentares envolvidos na iniciativa também participam das articulações para a próxima eleição interna da Assembleia.

A disputa pela Presidência envolve negociações entre deputados e bancadas partidárias, além da formação de apoios para a composição da Mesa Diretora.

A apresentação da PEC acrescenta uma discussão institucional ao processo sucessório, uma vez que seu conteúdo trata das regras que poderão orientar futuras eleições para o comando da Casa.

Reeleição já foi tema de mudanças na Alego

A possibilidade de reeleição para a Presidência da Assembleia foi incorporada às regras estaduais após mudanças aprovadas em 2019.

Em 2022, o deputado Bruno Peixoto apresentou outra proposta para impedir a recondução ao cargo, que chegou a avançar na tramitação legislativa.

O histórico demonstra que o assunto já foi discutido em diferentes momentos no Legislativo goiano.

A nova articulação, portanto, retoma um debate sobre a alternância no comando da Assembleia e a organização interna do Poder Legislativo.

PEC precisa passar por votação

Uma proposta de emenda à Constituição estadual não entra em vigor apenas com sua apresentação.

Para alterar a Constituição de Goiás, o texto precisa cumprir as etapas regimentais e obter o apoio de pelo menos três quintos dos deputados estaduais, em dois turnos de votação.

Como a Alego possui 41 parlamentares, são necessários no mínimo 25 votos favoráveis em cada turno.

A tramitação também permitirá conhecer a redação definitiva da proposta e verificar se haverá regras específicas para sua aplicação.

Enquanto isso, a sucessão de Bruno Peixoto continua sendo discutida pelos deputados estaduais, com a eleição da próxima Mesa Diretora como um dos principais assuntos da agenda política da Assembleia.

 

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