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Eleições 2026: Polícia Civil reforça atuação para prevenir crimes e garantir segurança em Buriti Alegre

Em entrevista ao Conexão Brasil Goiás, delegado detalha a atuação da Polícia Civil antes e durante a votação, explica quais crimes exigem maior atenção e alerta para ameaças, compra de votos, coação de eleitores e uso criminoso de conteúdos manipulados por inteligência artificial.

1. Quais são hoje as principais preocupações das forças de segurança para garantir uma eleição segura e tranquila em 2026?

Dr. Lucas Finholdt: A principal preocupação é garantir que o eleitor possa exercer o seu direito de voto com liberdade, segurança e tranquilidade. Esse trabalho não se limita ao dia da eleição. Ele começa antes, com o acompanhamento de situações que possam resultar em conflitos, intimidações, ameaças ou outras práticas ilícitas relacionadas ao processo eleitoral.

Entre as ocorrências que tradicionalmente exigem maior atenção estão a compra de votos, a coação ou ameaça ao eleitor, o transporte irregular de eleitores, a violação do sigilo do voto e, especialmente no dia da eleição, práticas como a boca de urna e a arregimentação de eleitores. Naturalmente, cada situação precisa ser analisada de acordo com suas circunstâncias e com a legislação eleitoral.

No caso da Polícia Civil, nossa atuação está especialmente voltada à apuração de eventuais crimes, exercendo nossa função de polícia judiciária e prestando apoio ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral sempre que necessário.

O objetivo é estar preparado para dar uma resposta rápida a qualquer ocorrência, mas, sobretudo, trabalhar preventivamente para que o processo eleitoral transcorra dentro da normalidade.

2. Com o avanço das redes sociais e da inteligência artificial, quais crimes relacionados a ameaças, fraudes e manipulação de conteúdo devem exigir maior atenção das autoridades nestas eleições?

Dr. Lucas Finholdt: As redes sociais fizeram com que qualquer conteúdo tenha capacidade de alcançar um grande número de pessoas em poucos minutos. Com o avanço da inteligência artificial, também se tornou muito mais fácil produzir imagens, áudios e vídeos manipulados com aparência de realidade, o que exige uma atenção maior das autoridades.

Do ponto de vista policial, merecem especial atenção situações envolvendo ameaças, perseguições, fraudes, falsidade, utilização indevida da identidade de terceiros, criação de perfis falsos e manipulação de conteúdos que possam resultar na prática de crimes.

É importante também esclarecer que nem toda informação falsa ou conteúdo manipulado configura, automaticamente, um crime. Cada caso precisa ser analisado individualmente, de acordo com as circunstâncias e com a legislação aplicável.

Nesse contexto, a preservação das provas digitais é muito importante. Links, mensagens, arquivos, identificação dos perfis, áudios, vídeos e outros registros podem ser fundamentais para que seja possível identificar os responsáveis e esclarecer os fatos.

3. Como a Polícia Civil atua diante de denúncias de violência política, ameaças contra candidatos, eleitores ou agentes públicos durante o período eleitoral?

Dr. Lucas Finholdt: Qualquer notícia envolvendo ameaça, violência ou intimidação é tratada com a seriedade necessária, independentemente de quem sejam as pessoas envolvidas ou de suas posições políticas. A atuação da Polícia Civil é técnica, imparcial e baseada nos fatos.

Havendo notícia de possível crime, são adotadas as providências de polícia judiciária cabíveis, como registro da ocorrência, preservação e coleta de provas, identificação e oitiva dos envolvidos, além das demais diligências necessárias para o esclarecimento dos fatos.

Quando a situação também envolve matéria eleitoral, trabalhamos em apoio e em integração com o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral.

Nos casos em que exista risco concreto à integridade de alguma pessoa, evidentemente a prioridade é interromper a situação de perigo e possibilitar a adoção imediata das providências policiais e judiciais necessárias.

4. Em Buriti Alegre, existe alguma estratégia específica de atuação da Polícia Civil para prevenir conflitos, crimes eleitorais e outras ocorrências que possam comprometer a tranquilidade do processo eleitoral?

Dr. Lucas Finholdt: Sim. Em Buriti Alegre haverá uma atuação específica da Polícia Civil durante o período eleitoral.

Nos dias que antecedem a eleição, serão realizadas ações pontuais voltadas tanto à prevenção quanto à investigação de notícias relacionadas a possíveis crimes eleitorais e outras condutas que possam comprometer a tranquilidade do pleito. Entre as situações que estaremos atentos estão eventuais notícias de compra de votos, ameaças ou coação de eleitores, transporte irregular, conflitos entre grupos políticos e outras práticas que possam interferir na liberdade do voto ou na normalidade da eleição.

No dia da eleição, teremos uma equipe da Polícia Civil fixa na cidade, preparada para realizar registros, procedimentos e diligências que eventualmente sejam necessários, inclusive em situações relacionadas a boca de urna, arregimentação de eleitores, violação do sigilo do voto ou outras ocorrências que demandem atuação de polícia judiciária. Manteremos também contato e atuação integrada com os demais órgãos envolvidos no processo eleitoral.

Esse planejamento é, na verdade, uma continuidade do trabalho que vem sendo desenvolvido em Buriti Alegre nos últimos anos. A Polícia Civil tem procurado manter uma atuação próxima, presente e integrada com as demais instituições, tanto na prevenção quanto na repressão aos crimes quando eles ocorrem.

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