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Ginecologista é preso em Porangatu suspeito de abusar de pacientes; 15 mulheres podem estar envolvidas

Carlos Umberto Inácio Novais, de 71 anos, também atua como médico-legista; Polícia Civil cumpriu mandados em três endereços e apreendeu seis armas de fogo e munições durante a operação.

Um médico ginecologista de 71 anos foi preso preventivamente na quinta-feira (8), em Porangatu, no norte de Goiás, durante uma investigação sobre suspeitas de crimes sexuais cometidos contra pacientes durante atendimentos médicos. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o caso pode envolver aproximadamente 15 mulheres.

O investigado foi identificado como Carlos Umberto Inácio Novais, que também exerce a função de médico-legista e integra o quadro de servidores da Polícia Científica de Goiás.

Além da prisão preventiva, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em três imóveis vinculados ao médico. Durante a operação, foram encontradas seis armas de fogo e munições.

Denúncias chegaram ao Ministério Público

De acordo com informações repassadas pelo delegado Stanislaw Monserrat ao Jornal Opção, as suspeitas chegaram inicialmente ao conhecimento do Ministério Público de Goiás (MPGO).

O caso teria sido levado ao órgão por um jornalista. Posteriormente, mulheres apresentaram relatos sobre possíveis condutas criminosas atribuídas ao profissional.

Diante das informações recebidas, o Ministério Público acionou a Polícia Civil para aprofundar a apuração.

A corporação realizou diligências e solicitou a prisão preventiva do investigado, medida que foi autorizada pela Justiça.

O cumprimento dos mandados foi coordenado pelo delegado Jarder Bruno de Sousa Vieira.

Investigação pode envolver cerca de 15 mulheres

Segundo as informações preliminares apresentadas pelo delegado, aproximadamente 15 mulheres teriam relatado situações envolvendo o ginecologista.

O número ainda depende da evolução das investigações e da análise individual dos depoimentos.

A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos atendimentos, identificar eventuais vítimas e reunir elementos que permitam verificar a ocorrência de crimes.

Por envolver denúncias de natureza sexual, o caso exige procedimentos de investigação que preservem a identidade e a intimidade das mulheres.

A prisão preventiva não representa condenação. O médico permanece na condição de investigado, e a responsabilidade criminal dependerá da conclusão das apurações e de eventual julgamento.

Polícia apreendeu seis armas durante operação

As buscas foram realizadas em três endereços relacionados ao profissional, incluindo sua residência, o consultório médico e uma propriedade rural.

Durante as diligências, os policiais localizaram seis armas de fogo e munições.

O material foi apreendido para verificação de sua situação legal e para os procedimentos pertinentes à investigação.

As circunstâncias relacionadas à posse e à regularidade dos armamentos também deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.

Médico foi afastado da rede municipal

Além dos atendimentos particulares, Carlos Umberto também trabalhou no Hospital Municipal de Porangatu, onde realizava acompanhamento pré-natal.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, após tomar conhecimento das denúncias, determinou o afastamento temporário do profissional de suas atividades na rede pública.

A administração municipal também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis irregularidades relacionadas à atuação do servidor.

O procedimento administrativo ocorre independentemente da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil.

Polícia Científica também apura o caso

Carlos Umberto é servidor efetivo da Polícia Científica de Goiás, instituição responsável por atividades periciais que auxiliam investigações criminais.

Após a repercussão da prisão, o órgão iniciou procedimentos internos relacionados à situação funcional do médico-legista.

A atuação administrativa da instituição não substitui a investigação policial, mas permite verificar possíveis consequências funcionais decorrentes das denúncias.

Investigação continua

A Polícia Civil deverá prosseguir com a coleta de depoimentos, análise de documentos e demais diligências necessárias para esclarecer os fatos.

As autoridades também poderão avaliar eventuais novos relatos que sejam apresentados durante a investigação.

Até o momento das informações consultadas, não havia confirmação de condenação criminal relacionada a este caso.

O episódio segue sob apuração, e a quantidade definitiva de possíveis vítimas, assim como a tipificação penal das condutas investigadas, dependerá dos elementos reunidos pelas autoridades.

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