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Goiás busca investimentos na China para indústria, autopeças e MotoGP

Secretário Joel Sant’Anna participa de reuniões com empresas chinesas para prospectar projetos que possam ampliar a atividade econômica e gerar empregos no estado.

Missão internacional liderada pelo secretário Joel Sant’Anna busca ampliar negócios com empresas asiáticas e atrair projetos para municípios como Senador Canedo, Catalão e Itumbiara.

O Governo de Goiás intensificou sua agenda internacional de desenvolvimento econômico com uma missão comercial à China. A iniciativa, conduzida pelo secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga, tem como objetivo fortalecer relações empresariais, abrir mercados para produtos goianos e negociar investimentos em setores estratégicos.

A programação, iniciada nesta semana, contempla reuniões com fabricantes de veículos, empresas de tecnologia e grupos interessados em infraestrutura, mineração e logística.

Entre as propostas em discussão estão a criação de um centro de distribuição de autopeças em Senador Canedo, a ampliação de operações industriais já existentes em Goiás e uma estrutura de hospedagem para o MotoGP de 2027, em Goiânia.

As iniciativas ainda estão em fase de negociação. Até o momento, não foram divulgados contratos definitivos, valores de investimento ou estimativas oficiais de empregos relacionados aos novos projetos.

Senador Canedo pode receber centro nacional de autopeças

Uma das principais frentes da missão envolve a possibilidade de instalar em Senador Canedo uma central de distribuição de componentes automotivos chineses.

A proposta é criar uma estrutura logística capaz de abastecer o mercado brasileiro com peças destinadas às 14 marcas chinesas de veículos presentes no país.

Segundo Joel Sant’Anna, o projeto poderá posicionar Goiás como um importante ponto de distribuição nacional, aproveitando a localização estratégica do estado e sua infraestrutura de transporte.

A expectativa é que a operação logística também estimule a instalação futura de fabricantes de componentes automotivos.

Entretanto, essa expansão industrial dependerá da evolução das negociações e de decisões das empresas interessadas.

Indústrias de Itumbiara e Catalão entram na agenda

A missão também contempla reuniões com companhias que já possuem operações ou relações industriais com Goiás.

Entre elas está a Weichai, grupo chinês ligado à fabricação de motores, equipamentos e soluções industriais, que mantém uma unidade em Itumbiara, no sul goiano.

O governo pretende discutir possibilidades de ampliação das atividades da empresa e identificar novas oportunidades de cooperação tecnológica.

Outro compromisso envolve a GAC, fabricante chinesa com relações empresariais ligadas à Mitsubishi e à operação industrial de Catalão.

A aproximação busca aprofundar o diálogo sobre a cadeia automotiva e avaliar oportunidades de novos investimentos no estado.

As conversas não representam, por enquanto, confirmação de ampliação de fábricas ou anúncio de novas unidades industriais.

MotoGP de 2027 também está no planejamento

Além da indústria, o setor turístico integra as negociações realizadas na China.

Uma das propostas envolve a implantação de uma estrutura temporária ou modular de hospedagem próxima ao Autódromo Internacional de Goiânia, com o objetivo de atender visitantes durante o MotoGP previsto para 2027.

O projeto está sendo discutido com a participação do Grupo Flamboyant e de uma empresa chinesa.

Entre as alternativas avaliadas estão um hotel-cápsula e uma construção pré-moldada, que poderia ser instalada em prazo reduzido.

Segundo informações apresentadas pelo secretário, a intenção é utilizar uma área próxima ao autódromo e concluir a estrutura antes do evento.

A capacidade de hospedagem, o modelo definitivo, os custos e as condições comerciais ainda não foram estabelecidos publicamente.

Terras raras despertam interesse de investidores

A exploração e o processamento de minerais estratégicos também ocupam espaço importante na agenda internacional.

Goiás possui reservas de terras raras, grupo de elementos utilizados em equipamentos eletrônicos, tecnologias industriais e componentes relacionados à transição energética.

O governo busca aproximar empresas chinesas de projetos minerais desenvolvidos no estado, com a perspectiva de atrair investimentos e agregar valor à produção.

Entre os municípios com operações ou iniciativas relacionadas ao setor estão Minaçu, Nova Roma e Iporá.

A estratégia é estimular não apenas a extração mineral, mas também oportunidades de processamento e desenvolvimento de cadeias produtivas associadas a tecnologias avançadas.

Os possíveis investimentos ainda dependem de estudos, acordos comerciais, exigências regulatórias e licenciamento ambiental.

Missão busca abrir mercado para empresas goianas

A agenda também inclui participação em feiras internacionais e encontros comerciais destinados a pequenas e médias empresas.

Na Feira Internacional de Macau, a comitiva apresenta oportunidades de negócios e informações sobre aproximadamente 150 empresas goianas interessadas em ampliar sua atuação internacional.

Outra etapa prevista é a participação na Feira de Cantão, nos dias 27 e 28 de outubro.

O objetivo é aproximar empresários de Goiás de compradores, fornecedores e investidores asiáticos.

As áreas de interesse incluem equipamentos industriais, baterias, carregadores elétricos, energia solar, materiais hospitalares e produtos farmacêuticos.

China tem papel relevante nas exportações de Goiás

A aproximação com empresas chinesas ocorre em um cenário de forte relação comercial entre Goiás e o país asiático.

Segundo dados divulgados pelo governo estadual e citados pelo Jornal Opção, mais de 43% das exportações goianas realizadas entre janeiro e setembro de 2026 tiveram a China como destino.

A participação expressiva do mercado chinês reforça a importância de manter canais comerciais e buscar oportunidades de diversificação econômica.

Para o Governo de Goiás, a missão representa uma oportunidade de avançar das relações comerciais tradicionais para projetos industriais, tecnológicos e logísticos.

Próximos passos dependem do avanço das negociações

Embora a programação reúna propostas de impacto potencial para diferentes regiões do estado, os projetos ainda não podem ser considerados investimentos assegurados.

A instalação de novas estruturas dependerá de decisões empresariais, estudos de viabilidade, formalização de contratos e cumprimento das exigências legais.

Os resultados concretos da missão poderão ser avaliados a partir da confirmação de acordos, valores destinados aos projetos e cronogramas de implantação.

Até lá, a viagem representa uma etapa de prospecção de negócios e fortalecimento das relações econômicas entre Goiás e a China.

www.conexaobrasil.com.br

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