A reta final da eleição para o Senado em Goiás ganhou mais um movimento que atravessa as fronteiras entre os principais grupos políticos do estado. Candidata a deputada federal pelo PL, Maria Yvelônia declarou apoio a Gustavo Mendanha (PRD) como opção para o segundo voto ao Senado.
A manifestação foi feita nas redes sociais e mantém Gustavo Gayer (PL) como uma das escolhas defendidas pela candidata. Para a segunda vaga, porém, Yvelônia decidiu apoiar Mendanha, que participa da eleição integrado à base política do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB).
O posicionamento cria um apoio cruzado justamente nos últimos dias de campanha, quando as articulações em torno das duas cadeiras de Goiás no Senado se intensificam.
Yvelônia aposta em Gayer e Mendanha para as duas vagas
Ao apresentar sua escolha, Yvelônia associou seu próprio eleitorado e o de Flávio Bolsonaro ao apoio a Mendanha e defendeu a composição com os dois Gustavos na disputa pelo Senado.
A candidata também demonstrou confiança no desempenho eleitoral de Gayer e direcionou a mobilização para a segunda escolha, defendendo que seus apoiadores utilizem o outro voto para Mendanha.
A estratégia ganha relevância porque, diferentemente de eleições em que apenas uma cadeira está em disputa, neste ano cada eleitor goiano poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado.
Apoio atravessa os principais palanques estaduais
Politicamente, a declaração chama atenção pela composição das alianças.
Yvelônia disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PL e está vinculada ao grupo político que tem Wilder Morais como candidato ao Governo de Goiás. Mendanha, por outro lado, participa da disputa ao Senado dentro da base de Daniel Vilela, principal adversário de Wilder na corrida pelo Palácio das Esmeraldas.
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia tem buscado ampliar sua candidatura para além das divisões partidárias tradicionais, reunindo apoios de vereadores, prefeitos e outras lideranças de diferentes grupos.
Nos últimos dias, outro movimento relevante ocorreu no Entorno do Distrito Federal. A deputada federal Lêda Borges também declarou apoio a Mendanha durante agenda em Valparaíso de Goiás.
Segunda vaga mantém disputa aberta
A movimentação ocorre em um cenário no qual a definição das duas cadeiras permanece como um dos pontos centrais da reta final da eleição em Goiás.
Pesquisa Quaest divulgada na última quinta-feira (24) mostrou Gracinha Caiado com 21% das intenções de voto, seguida por Gustavo Gayer, com 13%, e Zacharias Calil, com 12%. Gustavo Mendanha e Vanderlan Cardoso apareceram com 8% cada.
O levantamento registrou ainda 22% de eleitores indecisos, percentual que mantém espaço para mudanças até o dia da votação.
Como cada eleitor tem direito a duas escolhas para senador, os apoios cruzados ganham importância adicional. Um candidato pode preservar sua primeira preferência e, ao mesmo tempo, buscar eleitores de outros campos políticos para conquistar o segundo voto.
Mendanha amplia articulações na reta final
Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Mendanha tem colocado a experiência municipalista e a aproximação com lideranças locais no centro da campanha.
Na última semana, durante sabatina, ele afirmou que vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos formam uma parcela importante de sua estrutura política no estado.
A adesão de Yvelônia acrescenta agora um componente diferente a essa estratégia: o apoio parte de uma candidata ligada a um palanque adversário na disputa pelo Governo de Goiás.
A poucos dias da votação, o movimento mostra que a corrida pelas duas vagas ao Senado possui dinâmica própria e permite composições que nem sempre reproduzem integralmente as alianças estabelecidas na eleição para governador.

