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Mulher é resgatada após quatro dias de tortura em cativeiro de traficantes em Itumbiara

Vítima relatou terror psicológico e chantagem envolvendo a filha. “Se não pagasse, eu ia morrer”

Uma mulher foi resgatada pela Polícia Civil após passar quatro dias em cárcere privado, sendo torturada, ameaçada de morte e obrigada a realizar tarefas domésticas em uma casa usada como ponto de drogas, no Bairro Novo Horizonte, em Itumbiara. O resgate ocorreu na tarde de quinta-feira (11). Duas mulheres foram presas em flagrante.

Segundo a corporação, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 1.800 em entorpecentes. A residência já estava sendo monitorada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC), após denúncia de tráfico e intensa movimentação de usuários. No local, a vítima foi encontrada em estado de choque e com vários ferimentos.

Relato da vítima

A mulher contou aos investigadores que esteve no endereço no início do mês para comprar drogas e levou quase dois mil reais em entorpecentes que estavam sobre a mesa. Ao perceberem a ausência da droga, as suspeitas — identificadas apenas como Michelle e Aline — acusaram-na de furto.

“Quando foi domingo, elas me buscaram. Lá começou tudo. Tava sendo mantida presa, ameaçada até de morte. Me bateram, machucaram, cortaram meu pé com faca, batiam com pau e capacete na cabeça. Desde domingo, minha vida foi apanhar e ser ameaçada”, relatou a vítima.

Ela afirmou ainda que foi coagida a ligar para a filha pedindo dinheiro. “Forçaram a ligar pra minha filha pedindo R$ 1.800. Disseram que, se ela não pagasse, hoje eu ia morrer”, contou.

Prisões e investigação

As suspeitas Michelle e Aline foram presas em flagrante e autuadas por tortura, cárcere privado e tráfico de drogas. Elas foram encaminhadas ao presídio de Itumbiara. Um homem, identificado como “Jotinha”, também é investigado por participação no crime.

A vítima recebeu atendimento médico e será novamente ouvida para detalhar as agressões sofridas. A Polícia Civil segue apurando se outras pessoas estão envolvidas.

Até o momento, as defesas das investigadas não foram localizadas. O espaço permanece aberto para manifestações.

 

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