A corrida pelas vagas de deputado estadual entre os eleitores de Goiânia ainda está longe de apresentar nomes consolidados. Pesquisa espontânea do Instituto Goiás Pesquisas mostra Romário Policarpo e Paulin Vai Nele (PRD) numericamente à frente, mas revela um dado ainda mais expressivo: 72,79% dos entrevistados não souberam indicar em quem pretendem votar.
Policarpo, presidente da Câmara Municipal de Goiânia, e Paulin aparecem empatados com 2,25% das citações. Na sequência está o deputado estadual Clécio Alves (PSDB), com 1,29%.
Fabrício Rosa (PT) e Coronel Urzeda (PL) registram 0,97% cada. Depois aparecem Virmondes Cruvinel (União Brasil), Charles Bento (MDB) e Amauri Ribeiro (PL), todos com 0,81%.
Rubens Marques (PSB), Cairo Salim (PSD), Delegado Eduardo Prado (PL), Mauro Rubem (PT) e Major Araújo (PL) foram lembrados por 0,64% dos entrevistados, cada.
Talles Barreto (União Brasil), Lincoln Tejota (União Brasil) e Sargento Novandir (Democrata) aparecem com 0,48%, enquanto Lucas Kitão (Mobiliza) registra 0,32%. Outros candidatos, somados, representam 8,05% das citações.
Mais do que estabelecer uma liderança, porém, os números mostram uma disputa extremamente pulverizada.
Ao todo, 72,79% dos entrevistados estão indecisos e outros 4,03% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular. Isso significa que apenas uma parcela minoritária do eleitorado da capital já consegue mencionar espontaneamente algum candidato à Assembleia Legislativa.
O formato da pesquisa ajuda a explicar os percentuais. No levantamento espontâneo, nenhuma lista de candidatos é apresentada. O eleitor precisa responder com o nome que já possui em mente, tornando esse tipo de pesquisa também um indicador importante de lembrança e consolidação das candidaturas.
Outro ponto exige cautela: a margem de erro é de 3,93 pontos percentuais, superior aos percentuais individuais registrados pelos primeiros colocados. Portanto, os números não permitem estabelecer vantagem estatística entre os principais nomes citados.
A fotografia eleitoral indica, sobretudo, que a corrida proporcional em Goiânia permanece aberta. Com mais de sete em cada dez entrevistados ainda sem mencionar espontaneamente um candidato, reconhecimento, presença territorial, estrutura de campanha e capacidade de comunicação tendem a ganhar peso na reta final.
O Instituto Goiás Pesquisas realizou 621 entrevistas presenciais, em residências e pontos de fluxo de Goiânia, entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de 3,93 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número GO-07367/2026.

