Skip to content

PF apreende R$ 863 mil em endereço de líderes religiosos ligados a Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba

Valor estava em caixas de papelão em endereço de São Paulo; R$ 20 milhões foram bloqueados pela Justiça. Policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão na prefeitura e na casa do prefeito de Sorocaba, que ganhou fama nas redes sociais com vídeos chamativos, utilizando desinformação.

A Polícia Federal apreendeu R$ 863 mil em dinheiro vivo em caixas de papelão, em locais ligados a líderes religiosos próximos ao prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos). A ação aconteceu nesta quinta-feira (10), durante a Operação Copia e Cola, que investiga desvio de recursos públicos na saúde, por meio de contratos com a OS Aceni.

O valor foi encontrado em um carro relacionado a Josivaldo Souza, que se apresenta como bispo, e à cunhada de Manga, Simone Frate. Outros valores foram encontrados em cofres em Sorocaba, ainda sem contagem oficial.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados e proibiu a OS Aceni de firmar novos contratos públicos.

Foram cumpridos 28 mandados em 13 cidades de SP e da Bahia. A PF esteve na Prefeitura de Sorocaba, na casa do prefeito, em secretarias e até no Diretório Municipal do partido Republicanos.

Rodrigo Manga, ex-vendedor de carros e influenciador nas redes sociais, chamou a operação de “perseguição política” e disse que a ação foi “um ato político pontual”. Apesar de aparecer em vídeos debochando da operação, afirmou colaborar com a Justiça e negou que qualquer objeto apreendido pertença a ele.

O ex-secretário da saúde, Vinicius Rodrigues, e o ex-secretário de governo, Fausto Bossolo, também são alvos. Bossolo já foi condenado por superfaturamento de R$ 10 milhões na compra de um prédio para a educação. Outro investigado é o empresário Marco Mott, apontado como lobista e suspeito de lavagem de dinheiro.

Manga também é investigado por superfaturamento na compra de kits de robótica (R$ 26 milhões), o que levou ao bloqueio de suas contas por decisão da Justiça.

A Prefeitura diz colaborar com a investigação e afirma haver “forças ocultas” contra representantes populares.

Informações: G1 Notícias

POLÍCIA FEDERALPREFEITORODRIGO MANGASOROCABA