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Quem era Iran Costa, capitão de navio que morreu em restaurante de Goiânia

Oficial da Marinha Mercante trabalhava em alto-mar e era conhecido pelo jeito acolhedor e pela forte relação com os amigos; ele morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

A morte repentina de Iran Peixoto Martins Costa, aos 39 anos, provocou uma sequência de homenagens e mensagens de despedida de pessoas que conviveram com o capitão de navio. Morador de Goiânia, ele construiu a carreira longe da terra firme, trabalhando em alto-mar, mas mantinha na capital goiana os vínculos familiares e as amizades que marcaram sua trajetória.

Iran morreu no domingo (27), depois de passar mal enquanto estava com amigos em um restaurante localizado em um shopping de Goiânia. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu.

Nas manifestações feitas após a morte, amigos passaram a relembrar não apenas a profissão exercida por Iran, mas principalmente a personalidade de um homem descrito como próximo, bem-humorado e dedicado às pessoas que faziam parte de sua vida.

Uma carreira construída em alto-mar

Iran era oficial da Marinha Mercante e exercia a função de capitão de cabotagem.

A atividade envolve o comando de embarcações utilizadas no transporte de cargas e passageiros entre portos. Além da condução do navio, o comandante ocupa uma posição de grande responsabilidade sobre a operação, a tripulação e a segurança da embarcação.

Embora o trabalho o levasse para longos períodos em alto-mar, Iran vivia em Goiânia.

A profissão exigia uma rotina muito diferente daquela vivida pela maioria das pessoas: períodos embarcado eram alternados com os momentos em terra, quando retomava a convivência com familiares e amigos.

Amigos relembram personalidade acolhedora

As homenagens feitas depois da morte revelaram outro lado da história de Iran.

Pessoas próximas o descreveram como alguém comunicativo, generoso e especialmente cuidadoso nas relações pessoais. A facilidade em criar vínculos e a disposição para acolher quem estivesse ao redor aparecem repetidamente nas lembranças compartilhadas por amigos.

Vanessa Setúbal conhecia Iran havia mais de duas décadas. Ao recordar a amizade, destacou a humanidade e o carinho que ele demonstrava no convívio com as pessoas.

Os dois haviam se encontrado poucos dias antes da morte, na terça-feira (22). Depois da perda inesperada, aquele encontro ganhou um significado diferente para a amiga, que passou a enxergá-lo como uma última oportunidade de convivência antes da despedida.

Outro amigo, Diógenes Aires, que convivia com Iran havia mais de oito anos, também o descreveu como uma pessoa gentil, educada e muito ligada aos amigos.

Iran estava com amigos quando passou mal

No domingo, Iran havia saído para almoçar com um grupo de amigos.

Por volta das 14h, antes mesmo de fazer a refeição, começou a apresentar o mal-estar que mobilizaria diferentes equipes de atendimento.

Uma enfermeira que estava no estabelecimento participou dos primeiros socorros. Equipes de emergência também iniciaram os procedimentos para tentar reverter o quadro.

Com a chegada do Corpo de Bombeiros, as manobras de reanimação cardiopulmonar continuaram. O atendimento se estendeu por aproximadamente uma hora, mas Iran não respondeu às tentativas e a morte foi constatada ainda no local.

Causa da parada ainda não havia sido esclarecida

Familiares informaram que Iran sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas, até as últimas informações divulgadas, ainda não havia confirmação sobre o que desencadeou o quadro.

O corpo foi encaminhado para os procedimentos necessários junto ao Serviço de Verificação de Óbito.

A ausência de uma causa definida também levou pessoas próximas a evitarem especulações sobre a morte.

Iran foi velado na segunda-feira (28), no Cemitério Vale do Cerrado, na GO-060. O sepultamento ocorreu no mesmo dia.

A despedida reuniu familiares e amigos e foi acompanhada por manifestações nas redes sociais.

Aos 39 anos, o capitão deixa uma trajetória profissional construída no mar e uma memória que, para quem conviveu com ele em terra, ficou associada principalmente à amizade, à generosidade e à forma como tratava as pessoas ao seu redor.

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