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Racha no PL de Goiás expõe disputa pelo legado de Bolsonaro e tensiona corrida ao governo

Postagem amplia disputa interna no PL e expõe versões opostas sobre posição do ex-presidente.

A disputa pelo espólio político de Jair Bolsonaro em Goiás ganhou um novo e ruidoso capítulo nas redes sociais. O deputado federal Gustavo Gayer publicou uma mensagem com destinatário implícito, mas interpretação direta: o senador Wilder Morais.

Sem citar nomes, Gayer afirmou que “nada pior do que mentir sobre ter o apoio de uma pessoa que está presa e não pode falar a verdade”. A declaração veio poucas horas depois de Wilder afirmar que saiu da Papuda com o aval de Bolsonaro para disputar o Governo de Goiás pelo PL em 2026.

Na mesma publicação, o deputado reforçou que o senador “só foi eleito por causa do Bolsonaro” e criticou a decisão de lançar candidatura própria no estado. Segundo ele, o movimento contraria um pedido do ex-presidente e pode comprometer o projeto nacional do partido. Gayer ainda alertou que a estratégia pode impactar a eleição de Flávio Bolsonaro ao Senado e dificultar a formação de maioria na Casa.

Comparação com Joice reacende alerta interno

A última linha da postagem elevou o tom do embate. Gayer comparou a situação ao caso de Joice Hasselmann, ex-deputada que rompeu com o bolsonarismo — referência que, dentro do PL, costuma simbolizar distanciamento do núcleo ideológico do ex-presidente.

A comparação não passou despercebida entre aliados e aprofundou a crise interna.

Guerra de versões

A tensão se intensificou após a visita de Wilder a Bolsonaro. O senador sustenta que recebeu sinal verde para tocar sua candidatura ao governo goiano. Já defensores de uma aliança com o grupo do governador Ronaldo Caiado afirmam que o movimento ignora a orientação estratégica do ex-presidente.

Ao longo do dia, integrantes do PL em Goiás tentaram compreender qual versão prevalece — e, principalmente, qual será a palavra final de Bolsonaro.

Disputa pública entre antigos aliados

O que antes era alinhamento no mesmo palanque agora se transformou em disputa pública. A divisão expõe fissuras internas no PL goiano e antecipa um cenário de embate duro na construção das alianças para 2026.

Por enquanto, o partido vive um impasse: candidatura própria ou composição estratégica? A resposta depende menos das redes sociais e mais da definição política que virá de Brasília.

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