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Raphael Sousa é transferido para núcleo especial da CPP em Aparecida de Goiânia após prisão na Operação Narco Fluxo

Investigado em operação da Polícia Federal, empresário foi levado para setor de segurança reforçada destinado a internos de maior exposição pública; defesa nega participação em esquema ilícito.

O empresário Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi transferido na sexta-feira (17) para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, onde passou a ficar no Núcleo Especial de Custódia. O espaço, segundo apuração do caso, é destinado a presos com maior repercussão pública e conta com controle mais rígido para preservar a integridade física dos internos.

A transferência ocorreu após Raphael permanecer sob custódia na sede da Polícia Federal desde a prisão, registrada na quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar R$ 1,6 bilhão.

Apesar de estar em uma área especial da unidade prisional, a Diretoria-Geral de Polícia Penal já informou que o investigado segue a mesma rotina dos demais presos. Segundo o órgão, ele tem direito a quatro refeições por dia — café da manhã, almoço, jantar e ceia — além de duas horas diárias de banho de sol. Não houve informação oficial sobre eventual permanência isolada ou com outros internos.

A situação jurídica de Raphael foi analisada em audiência de custódia na quinta-feira (16). Na ocasião, o Poder Judiciário decidiu manter a prisão, sob o entendimento de que a soltura poderia comprometer a instrução processual. No contexto da decisão, foi destacado que a projeção digital do investigado poderia ter relevância dentro da dinâmica apurada na investigação.

A Operação Narco Fluxo é um desdobramento da Operação Narco Bet e cumpre 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão em Goiás, Distrito Federal e outros estados. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria estruturado um sistema de movimentação de recursos ilícitos envolvendo criptoativos, dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor, com participação de pessoas ligadas ao meio musical e digital.

Em nota, a defesa de Raphael afirmou que a relação dele com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaços de divulgação digital. O advogado Pedro Paulo de Medeiros declarou ainda que o influenciador não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e exerceu apenas atividade regular de publicidade e marketing.

O caso segue em investigação.

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