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Wilder lidera arrecadação para o Governo de Goiás e se aproxima do teto de gastos no 1º turno

Dados consultados nesta segunda-feira (31) mostram Wilder Morais próximo do limite de R$ 11,5 milhões estabelecido para o primeiro turno. Marconi Perillo aparece com R$ 5 milhões e Luis Cesar Bueno com R$ 3,47 milhões, enquanto Daniel Vilela ainda não declarou repasses nacionais do MDB.

A disputa pelo Governo de Goiás também começa a ganhar forma no campo financeiro. Dados das prestações de contas eleitorais consultados nesta segunda-feira (31) mostram diferenças expressivas entre os valores já recebidos pelos candidatos para financiar a campanha de 2026.

Até o momento, Wilder Morais (PL) aparece com a maior arrecadação declarada: R$ 11,05 milhões. O montante coloca o senador próximo do teto de R$ 11,5 milhões estabelecido para os gastos de campanha no primeiro turno da disputa pelo governo estadual.

A maior parcela dos recursos de Wilder veio da direção nacional do PL. Foram dois repasses via Pix: R$ 3 milhões em 25 de agosto e outros R$ 8 milhões no dia seguinte. A direção estadual acrescentou mais R$ 50 mil em três transferências.

Na segunda posição aparece Marconi Perillo (PSDB). A campanha do ex-governador registrou R$ 5.000.090,38 em receitas. Desse total, R$ 5 milhões foram transferidos pela direção nacional do partido em duas operações, de R$ 1,5 milhão e R$ 3,5 milhões. Outros R$ 90,38 vieram de financiamento coletivo.

Luis Cesar Bueno (PT) aparece na sequência, com R$ 3.470.817,20 declarados. A direção nacional petista repassou R$ 3.468.817,20, enquanto R$ 2 mil correspondem a recursos próprios do candidato.

Já Daniel Vilela (MDB), governador e candidato à reeleição, apresenta até agora o menor volume declarado entre os quatro principais nomes da disputa: R$ 25 mil.

Os dois repasses registrados foram realizados pelo diretório estadual do MDB, sendo R$ 20 mil em 17 de agosto e R$ 5 mil no dia 24. Há, entretanto, uma diferença importante para interpretar o número: até a consulta realizada nesta segunda-feira, a campanha de Daniel ainda não havia declarado eventuais repasses provenientes da direção nacional do partido. Por isso, o valor registrado neste momento não necessariamente representa o volume de recursos que estará disponível ao longo da campanha.

Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro (PCO), por sua vez, ainda não apresentavam receitas declaradas.

Os números mostram que os diretórios nacionais já começaram a definir o peso financeiro destinado à disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Wilder, até agora, concentra a maior estrutura declarada e já alcançou mais de 96% do teto permitido para o primeiro turno.

A fotografia financeira, porém, ainda pode mudar. Novas transferências partidárias, doações e atualizações nas prestações de contas deverão alterar os valores ao longo das próximas semanas, enquanto a campanha entra em sua fase mais intensa em Goiás.

 

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